Escrevo ao som de Pink Floyd. O dia está cinzento. Chuvoso. Já não apanhava tanta chuva ao vir para casa há muito tempo. Muito, mesmo. Sexta-Feira. Fim-de-semana. Algo desejado por muitos, e temido por tantos outros. Não vá o ócio invadir-nos de tal forma que não nos possamos mexer nas próximas eternidades. Com tais condições não dá vontade de outra coisa...
How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimin' in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
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Cesário Verde. À semelhança do nome, este poeta apresenta certas características peculiares, que fazem dele um ser único, bizarro. Esse génio a quem a morte bateu à porta mais cedo do que é costume. Mas fica a obra, e que obra! Ele é o pioneiro da poetização do real, da descrição cuidada daquilo que os sentidos lhe forneciam. Diga-se que o passava para o papel na perfeição. Como poucos! No entanto, tudo em Cesário involve alguma imperfeição, inerente à sua corrente literária, o realismo. E é esse o grande defeito: na sua busca da perfeição, encontra tantos obstáculos (muitos deles por ele criados) que se torna complicado alcançar essa esperança.
Por isso se torna algo controverso o seu estudo no 11º ano de escolaridade. Será o mais apropriado expôr uma visão tão "excessivamente realista" e tão tenebrosa a alunos que têm objectivos concretos a cumprir? Até que ponto é que isso contribuirá para o seu melhoramento pessoal? Não concordo.