Escrevo ao som de Pink Floyd. O dia está cinzento. Chuvoso. Já não apanhava tanta chuva ao vir para casa há muito tempo. Muito, mesmo. Sexta-Feira. Fim-de-semana. Algo desejado por muitos, e temido por tantos outros. Não vá o ócio invadir-nos de tal forma que não nos possamos mexer nas próximas eternidades. Com tais condições não dá vontade de outra coisa...
How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimin' in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
----- x -----
Cesário Verde. À semelhança do nome, este poeta apresenta certas características peculiares, que fazem dele um ser único, bizarro. Esse génio a quem a morte bateu à porta mais cedo do que é costume. Mas fica a obra, e que obra! Ele é o pioneiro da poetização do real, da descrição cuidada daquilo que os sentidos lhe forneciam. Diga-se que o passava para o papel na perfeição. Como poucos! No entanto, tudo em Cesário involve alguma imperfeição, inerente à sua corrente literária, o realismo. E é esse o grande defeito: na sua busca da perfeição, encontra tantos obstáculos (muitos deles por ele criados) que se torna complicado alcançar essa esperança.
Por isso se torna algo controverso o seu estudo no 11º ano de escolaridade. Será o mais apropriado expôr uma visão tão "excessivamente realista" e tão tenebrosa a alunos que têm objectivos concretos a cumprir? Até que ponto é que isso contribuirá para o seu melhoramento pessoal? Não concordo.
sexta-feira, 21 de abril de 2006
sábado, 8 de abril de 2006
Beleza
Palavra de sentido improcedente, porém limitado aos olhos de muitos. Dentre de todas as expressões que a língua podia conceder ou ainda a explicação por quem a palavra expressa, seria enfático, no sentido em que beleza seria qualidade do que é belo. Ora, de onde vem tal precedente para belo e como podemos enfatizar tal noção de beleza?
O que seria belo? Seria apenas um olhar capaz de defini-lo? Uma empatia apenas? Ou um lampejo de olhos que, exasperado pela espera, encontra então o suposto sentido da beleza, do amor e da alma.
Não há como definir beleza, assim como não há meios para definir outrém apenas pelos belos olhos, cabelo ou face. Estamos subjulgados a um estereotipo de beleza que ao decorrer dos anos se mostra apenas insatisfatório e momentâneo, o activismo de beleza. Padroes pré-estabelecidos pelo comodismo humano, a restrição do conhecer, do revelar-se como beleza procedente de uma verdade mais activa que supostamente os traços físicos, bem como as nossas expressões.
De entre todos os adjectivos e derivados de beleza que existem no meu linguajar, poderia expressar-te tudo aquilo que tornas evidente a mim como qualidade derivada de belo: Importante. Seria a minha definição perfeita entre os meus sentidos e palavras pois assim és a mim, aos meus olhos, aos meus anseios, ao meu coração e tudo que o que se vagueia no meu introspectivo que descubra o real sentido da beleza, longe de pre-definições ou opiniões indiferentes e desligadas da nossa real essência.
Então, hoje se me perguntares o que seria a beleza real diria de uma forma física, limitade e estética, seria apenas o embrulho de tal dádiva. Porém, se perguntares tudo o que és e representas para mim, eu diria: És a maior importância do meu viver, a minha real beleza...
O que seria belo? Seria apenas um olhar capaz de defini-lo? Uma empatia apenas? Ou um lampejo de olhos que, exasperado pela espera, encontra então o suposto sentido da beleza, do amor e da alma.
Não há como definir beleza, assim como não há meios para definir outrém apenas pelos belos olhos, cabelo ou face. Estamos subjulgados a um estereotipo de beleza que ao decorrer dos anos se mostra apenas insatisfatório e momentâneo, o activismo de beleza. Padroes pré-estabelecidos pelo comodismo humano, a restrição do conhecer, do revelar-se como beleza procedente de uma verdade mais activa que supostamente os traços físicos, bem como as nossas expressões.
De entre todos os adjectivos e derivados de beleza que existem no meu linguajar, poderia expressar-te tudo aquilo que tornas evidente a mim como qualidade derivada de belo: Importante. Seria a minha definição perfeita entre os meus sentidos e palavras pois assim és a mim, aos meus olhos, aos meus anseios, ao meu coração e tudo que o que se vagueia no meu introspectivo que descubra o real sentido da beleza, longe de pre-definições ou opiniões indiferentes e desligadas da nossa real essência.
Então, hoje se me perguntares o que seria a beleza real diria de uma forma física, limitade e estética, seria apenas o embrulho de tal dádiva. Porém, se perguntares tudo o que és e representas para mim, eu diria: És a maior importância do meu viver, a minha real beleza...
terça-feira, 4 de abril de 2006
Pasteis de Belém
Gostaria hoje de vos falar do futebol, especificamente de um clube: o Clube de Futebol "Os Belenenses". Esse clube recheado de história no futebol luso, e que nos dias de hoje permanece com uma mística bastante peculiar no nosso meio futebolês. É portanto, com grande espanto (leia-se desilusão) que me apercebo da actual situação do clube de Belém na Liga Betandwin.com. Exigia-se algo mais a um clube envolto em tão grande tradição, pedia-se pelo menos uma força que fosse para além das capacidades reais dos jogadores, algo vindo nao se sabe muito bem de onde...É o que se define na gíria como um "Gigante adormecido"...
Vejo alguns jogos do Belenenses pela TV e sinto uma enorme frustração pelos resultados que os "azuis" obtêm, pois nao correspondem mininamente à realidade, quer pela qualidade dos seus jogadores (que é inegavelmente boa), quer pela qualidade do(s) próprio(s) treinador(es), escolhidos a dedo por uma direção que eleva os interesses do clube acima de tudo. Esta época já se registou uma "chicotada psicológica" por aqueles lados (sai Carvalhal, entra Couceiro), mas na prática nao houve grande mudança...Os resultados tardam em surgir e os adeptos começam a ficar impacientes (como é normal), muito embora nao façam muito para inverter esta nefasta situação.
A mobilização de adeptos é fundamental para o sucesso das equipas, na medida em que motiva os seus jogadores, fazendo-os superarem-se. Não é o que acontece no Belenenses: o plantel é de grande qualidade, bem como o treinador que o elabora; mas a desmotivação impede os jogadores de darem o seu melhor. Cristiano Ronaldo não era o que é se nao fosse pelos adeptos...do Sporting, do Manchester United, da Selecção Nacional, do futebol...
Futebol vive-se pela paixão, pela emoção que é ver 22 jogadores a correr atrás de algo que vai muito além de meter uma bola numa baliza e impedir que contrário aconteça. Fama é o que se procura. Imortalidade... E isso obtém-se com trabalho. E com sorte, muita sorte...
Vejo alguns jogos do Belenenses pela TV e sinto uma enorme frustração pelos resultados que os "azuis" obtêm, pois nao correspondem mininamente à realidade, quer pela qualidade dos seus jogadores (que é inegavelmente boa), quer pela qualidade do(s) próprio(s) treinador(es), escolhidos a dedo por uma direção que eleva os interesses do clube acima de tudo. Esta época já se registou uma "chicotada psicológica" por aqueles lados (sai Carvalhal, entra Couceiro), mas na prática nao houve grande mudança...Os resultados tardam em surgir e os adeptos começam a ficar impacientes (como é normal), muito embora nao façam muito para inverter esta nefasta situação.
A mobilização de adeptos é fundamental para o sucesso das equipas, na medida em que motiva os seus jogadores, fazendo-os superarem-se. Não é o que acontece no Belenenses: o plantel é de grande qualidade, bem como o treinador que o elabora; mas a desmotivação impede os jogadores de darem o seu melhor. Cristiano Ronaldo não era o que é se nao fosse pelos adeptos...do Sporting, do Manchester United, da Selecção Nacional, do futebol...
Futebol vive-se pela paixão, pela emoção que é ver 22 jogadores a correr atrás de algo que vai muito além de meter uma bola numa baliza e impedir que contrário aconteça. Fama é o que se procura. Imortalidade... E isso obtém-se com trabalho. E com sorte, muita sorte...
segunda-feira, 3 de abril de 2006
O Circo
Não me podia surgir tema mais mediático para vos falar nesta segunda-feira: Circo das Celebridades. Até porque, como qualquer reality-show que se prese, este é tema de conversa em todos os cafés, salões de chá, cabeleireiros, revistas, jornais, televisão, e parece que inevitavelmente a sua fama permitiu que fosse falado em blogs inclusivé. Queria também deixar aqui expresso todo o meu descontentamento pela programação do Canal de Queluz de Baixo. Desde que pegou a moda dos reality shows (no tempo em que o Zé Maria andava atrás das galinhas...) que a tendência tem sido para manter o horário nobre no mesmo esquema. Se nao fosse uma edição do Grande Irmão seria da 1ª Companhia ou da Quinta das Celebridades...Basicamente, novelas da vida real que permitem ao protótipo do português manter-se entretido aos domingos á noite... Falando deste programa em específico, o Circo das Celebridades consiste em pegar em Celebridades do calibre de José Castelo Branco e pô-las a fazer números de Circo, tais como fazer de palhaços (perdoem-me a redundância), equilibrismo, domar animais, et cetera...Esta última situação já levantou alguns problemas na Endemol, culminando num protesto levado a cabo por cerca de 20 pessoas que reinvidicavam pelos direitos dos animais. No, entanto, a TVI e a Endemol, com o Circo das Celebridades, estão a apostar tudo em travar e fazer regredir o progresso moral e social no que diz respeito ao tratamento e à consideração que são dados aos animais, num país onde estes são já vítimas indefesas de todos os males imagináveis, que acontecem num ambiente de total impunidade. Estão a tentar, nada os garanta que irão conseguir... Mais uma vez, factos comprovam que é um orgulho, e (mais!) um privilégio ser português!
domingo, 2 de abril de 2006
Questões relacionadas com a idiossincrasia de cada um...
Factos:
* Todos os carapaus, quando são pequeninos, chamam-se Joaquim.
* Um bacanalhau é um bacanal de bacalhaus.
* O salbonete é um peixe muito asseado.
* Camarões não é peixe. É um país africano...... como a República Popular do Congro.
* A enguia viaja centenas de quilómetros para desovar, descendo os rios até ao mar. É a chamada enguia turística.
* Limpe o rabo à pescadinha antes de lho enfiar na boca.
* Os peixes de aquário andam com os signos trocados.
* A pescada, antes de o ser, já o era? É este o cherne da questão.
* Já repararam que os peixes, quando chegam a terra, vêm sempre de boca aberta, ofegantes. É natural - vêm a nado...
* O pavão não é peixe mas tem pena...
* Ele era um peixe tão estúpido que nem sequer sabia nadar...
* Nos rios pouco profundos só é permitida a pesca de rastos.
* "Ruibarbo... Capatão... Tramelga... Savelha... Abrótea... Chiça! Há peixes com nomes tão esquisitos!" - exclamou Nabucodonosor.
Peixe azarento foi aquele que morreu afogado...
* Um grupo de Jaquinzinhos nem sempre é um cardume - pode ser um infantário...
* A amêijoa distingue-se do berbigão pelo preço.
* Quando fizer caldeirada de cação, não se esqueça da cedilha.
* Quem matou o Mar Morto? Quem pintou o Mar Vermelho? Quem sujou o Lago Titicaca?
* Os chocos serão animais de tinta permanente?
* Um caranguejo sem categoria é um carangajo.
Já agora, vale a pena pensar nisto...Inté!
* Todos os carapaus, quando são pequeninos, chamam-se Joaquim.
* Um bacanalhau é um bacanal de bacalhaus.
* O salbonete é um peixe muito asseado.
* Camarões não é peixe. É um país africano...... como a República Popular do Congro.
* A enguia viaja centenas de quilómetros para desovar, descendo os rios até ao mar. É a chamada enguia turística.
* Limpe o rabo à pescadinha antes de lho enfiar na boca.
* Os peixes de aquário andam com os signos trocados.
* A pescada, antes de o ser, já o era? É este o cherne da questão.
* Já repararam que os peixes, quando chegam a terra, vêm sempre de boca aberta, ofegantes. É natural - vêm a nado...
* O pavão não é peixe mas tem pena...
* Ele era um peixe tão estúpido que nem sequer sabia nadar...
* Nos rios pouco profundos só é permitida a pesca de rastos.
* "Ruibarbo... Capatão... Tramelga... Savelha... Abrótea... Chiça! Há peixes com nomes tão esquisitos!" - exclamou Nabucodonosor.
Peixe azarento foi aquele que morreu afogado...
* Um grupo de Jaquinzinhos nem sempre é um cardume - pode ser um infantário...
* A amêijoa distingue-se do berbigão pelo preço.
* Quando fizer caldeirada de cação, não se esqueça da cedilha.
* Quem matou o Mar Morto? Quem pintou o Mar Vermelho? Quem sujou o Lago Titicaca?
* Os chocos serão animais de tinta permanente?
* Um caranguejo sem categoria é um carangajo.
Já agora, vale a pena pensar nisto...Inté!
sábado, 1 de abril de 2006
de Arromba...
Saudações meus caros amigos! Antes do mais quero expressar toda a minha alegria pelas férias estarem à porta. Nao caibo em mim de contentamento por vos estar a escrever estas palavras no meu primeiro dia de férias, Sábado dia 1 de Abril. Escusam de se preocupar, pois nem por ser dia das mentiras vos estou a mentir. É verdade, estamos de férias! Vamos estar duas semanas inteirinhas sem fazer nada, niente...E acreditem que nunca me soube tão bem estar sem fazer nada. Até porque quando há sempre que fazer (leia-se durante as aulas) nao podemos disfrutar da magnífica sensação que é, por sinal, estar a olhar para o tecto...
No entanto, não vos gostaria de falar do que as minhas férias irão ser, mas sim do dia que antecedeu o primeiro dia de férias, até porque se justifica com muita premência. Pois bem, a ideia partiu de uma aula de inglês e concretizou-se, apesar de algum cepticismo inicial quanto à adesão dos participantes. Uma festa (ou um convívio agradável, se preferirem) foi levada a cabo em plena sala de aula. Os alunos trataram de dividir tarefas, no que toca ao transporte de alimentos e bebidas até à musica e componente fotográfica. Uma complementaridade que se revelou eseencial para a fluidez do acontecimento.
Obviamente que tambem contamos com a colaboraçao dos professores, sem a qual o evento nao teria a mesma dimensão (e provavelmente nao andaria para a frente). Por ordem de entrada: Gabriela Reis, Filomena Pinto, Susana Castro e Rui Leão. Foi aliás de um dos elementos deste grupo que partiu uma das acções que mais me marcaram naquela tarde. A dança da professora Filomena Pinto, de Biologia-Geologia (cujo cadastro por estas bandas já é conhecido por todos) com alguns dos alunos...Desconhecia completamente as suas aptidões dançantes, mas fiquei simplesmente boquiaberto com o seu jeito para a coisa. Quase se pode dizer: "Nasceste para isto...". Felizmente, estava ocupado a filmar todos estes acontecimentos, de modo que nao fui convocado para tal acto...
Em jeito de balanço, pode-se dizer que até foi porreirinho, excedeu as minhas melhores expectativas. Recomendo vivamente um bis, quem sabe no final do ano até se possa fazer melhor...
No entanto, não vos gostaria de falar do que as minhas férias irão ser, mas sim do dia que antecedeu o primeiro dia de férias, até porque se justifica com muita premência. Pois bem, a ideia partiu de uma aula de inglês e concretizou-se, apesar de algum cepticismo inicial quanto à adesão dos participantes. Uma festa (ou um convívio agradável, se preferirem) foi levada a cabo em plena sala de aula. Os alunos trataram de dividir tarefas, no que toca ao transporte de alimentos e bebidas até à musica e componente fotográfica. Uma complementaridade que se revelou eseencial para a fluidez do acontecimento.
Obviamente que tambem contamos com a colaboraçao dos professores, sem a qual o evento nao teria a mesma dimensão (e provavelmente nao andaria para a frente). Por ordem de entrada: Gabriela Reis, Filomena Pinto, Susana Castro e Rui Leão. Foi aliás de um dos elementos deste grupo que partiu uma das acções que mais me marcaram naquela tarde. A dança da professora Filomena Pinto, de Biologia-Geologia (cujo cadastro por estas bandas já é conhecido por todos) com alguns dos alunos...Desconhecia completamente as suas aptidões dançantes, mas fiquei simplesmente boquiaberto com o seu jeito para a coisa. Quase se pode dizer: "Nasceste para isto...". Felizmente, estava ocupado a filmar todos estes acontecimentos, de modo que nao fui convocado para tal acto...
Em jeito de balanço, pode-se dizer que até foi porreirinho, excedeu as minhas melhores expectativas. Recomendo vivamente um bis, quem sabe no final do ano até se possa fazer melhor...
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