segunda-feira, 29 de maio de 2006
O Regresso do Filho Pródigo
Para lá da campanha vergonhosa da nossa Selecção de Sub-21 no Campeonato da Europa da categoria, que se realiza em terras lusitanas e da preparação da Selecção Nacional para o Mundial da Alemanha (grande vitória sobre Cabo Verde!), há um assunto que tem marcado a actualidade desportivo-futebolística. (A enorme extensão da primeira frase deste registo pode perfeitamente explicitar a complexidade e grandeza do que está aqui a ser dito!) Rui Costa está de regresso ao Benfica. O filho pródigo regressa ao clube que o viu nascer para o futebol, e onde tantas alegrias concedeu aos fervorosos adeptos benfiquistas. Quão grande é a alegria nas hostes da Luz, derivada ao regressp mais ansiado nos últimos anos (quiçá décadas) da vida benfiquista. Este retorno às origens assumiu contornos bastante curiosos e ao mesmo tempo peculiares. Em primeiro lugar, todo o ambiente sob o qual o jogador referido em epígrafe foi recebido, que concerteza fará a inveja de todo e qualquer reforço que venha eventualmente reforçar o SLB (e, claro está outros clubes, mas penso que este é o exemplo ideal). Em segundo, a forma como Rui Costa acordou os termos do contrato que o unirá ao seu novo clube por um ano (mais um de opção). É verdade, Rui Costa prepara-se para receber nada mais nada menos que a décima parte (10%) do que auferia no AC Milan, apesar de ter o estatuto de substituto quase nunca utilizado. (!) Todas estas situações me fazem meditar. Será que ainda existe amor à camisola? Exemplos como este fazem-me crer que sim. Até que ponto é que isso irá contribuir para o sucesso do Benfica, a nível doméstico e/ou europeu? Não faço a menor ideia...Mas uma coisa é certa, no futebol não há santos milagreiros e Rui Costa terá de disputar o lugar de número dez com Karyaka...