sábado, 10 de dezembro de 2005

"As efémeras têm uma esperança de vida de apenas um dia. Será que elas se importam com isso? Nem um bocadinho..."


Primeiramente, quero pedir as minhas desculpas pela minha ausência deste blog, mas os motivos foram sem dúvida importantes: os testes da escola.

Hoje vou falar-vos de uns animais que me fascinam imenso, muito por culpa (não vou mentir) do último anúncio televisivo da Vodafone. Pois claro, estou a falar das efémeras.

As efémeras, como se sabe, vivem apenas um único dia. Pois esse dia de vida destina-se apenas ao amor! Tudo começa quando os machos perante os raios de luz, artificial ou natural, começam a executar as suas danças que são um misto de cabriolas, “loopings”... Eles nasceram há pouco, não comeram nem beberam. Aliás, não comerão nem beberão. Eles nasceram para o amor, e só por isso viram a luz do dia. Depois disso, morrerão.

Enquanto os machos executam as suas danças, que não são mais do que o chamar das fêmeas, estas, escondidas, analisam os seus parceiros com interesse. De súbito, quando as danças já as convenceram, irrompem como que em holocausto, e surgem em pleno espaço na beleza total das suas cores e alegria de viver. Os machos precipitam-se sobre elas, e de todos apenas um consegue realizar o casamento, e fá-lo plenamente, porque sabe que depois morrerá. O amor, desta maneira, atinge os pícaros da tragédia.

Devemos seguir o exemplo dás efémeras na nossa vida. É óbvio que não vou estou a dizer para andarem aí a dançar no meio da rua, nada disso. Aproveitar a vida como elas é o que vos aconselho. Porque nunca saberemos quando será o último dia…

Dedicado a alguém especial