sexta-feira, 20 de julho de 2007

Tedius Inc.

Tédio. Não mais do que um sentimento humano, um estado de falta de estímulo, ou do presenciamento de uma acção ou estado repetitivo - por exemplo, falta de coisas interessantes para fazer, ouvir ou até mesmo sentir ... As pessoas afectadas pelo tédio em carácter temporário consideram este estado muitas vezes como uma perda de tempo mas, geralmente, não mais do que isso. Alternativamente, alguns acham que ter tempo de sobra também causa tédio. Para as pessoas entediadas, o tempo parece passar mais lentamente do que quando estão entretidas. Tédio também pode, num caso mais extremo, ser um sintoma de depressão.
O tédio pode levar a atitudes impulsivas e às vezes mesmo excessivas, que não servem para nada e podem causar danos. Por exemplo, estudos mostram que accionistas da Bolsa de Valores podem vender ou comprar acções sem nenhuma razão objectiva para tal, simplesmente porque se sentem entediados por não terem nada para fazer. Com efeito, o tédio é desencadeado por uma situação de saída de uma actividade rotineira de fazer contas, verificar investimentos, etc. Será que isto explica os mais recentes assédios à S.A.D. do Sport Lisboa e Benfica pelos chineses?
Toda esta definição, digna de um qualquer livro de Psicologia, me faz pensar que é o tédio que move o Mundo. Se não existissem gente entediada, não serism desencadeadas acções que, porventura, têm potencial para eliminar toda monotonia inerente áqueles que vivem mecanicamente.



Nunca pensei dizer isto, mas o tédio pode mesmo ser algo de bom na nossa vida!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sonho de uma manhã de Julho

O grande "divórcio" que tem caracterizado o interrelacionamento entre ensino superior e a realidade do jogo económico tem - salvo honrosas e escassíssimas excepções - resistido tenazmente quer a críticas quer às variadas tentativas dos "conselheiros matrimoniais" mais empenhados. Se, por um lado, a realidade empresarial se queixa do grande desajuste entre a formação com que os alunos saem das nossas escolas de ensino superior e as reais necessidades das empresas e demais organizações, por outro assiste-se à lamentação das escolas em relação à falta de interesse com que empresários e outros responsáveis encaram a sua participação - supostamente activa - nos conselhos consultivos e, de um modo geral, sempre que são chamados a sugerir, colaborar, ou seja, a contribuir para o almejado ajustamento de posicionamentos.

As razões apontadas para o "fenómeno", por uma e outra parte, são já clássicos do mundo das ideias e opiniões dos que povoam os diversos locais em que a questão é debatida. Uma, porém, não fazendo as delícias de ninguém e, naturalmente, por isso mesmo, não colhendo grandemente em nenhuma das hostes, nunca a vimos constar de nenhum dos "arsenais". Referimo-me, muito simplesmente, ao comodismo. Não é novidade para ninguém que a mudança assusta a todos em todo o lado, principalmente quando se não conhece com rigor a direcção, sentido e intensidade da resultante final de todo o processo. A única diferença é que, nesta questão concreta, esses receios assumem contornos de doença crónica e, até ver, incurável.Mas, o que nos impedirá de procurar entender melhor a globalidade dos argumentos invocados, que é como quem diz, de ver o óbvio, de detectar o evidente, no fundo, de resolver aquilo de que toda a gente parece conhecer a solução ?

A resposta a esta questão parece residir em duas categorias de causas principais, naturalmente, interligadas: por um lado, os erros de definição política ao longo dos tempos; por outro, aspectos mais tipicamente culturais - que alegadamente nos caracterizam enquanto povo - como, por exemplo, o individualismo, a falta de iniciativa e de espírito de cooperação, as perspectivas de curto prazo sempre prevalecentes, etc. Se aos primeiros, pelo menos em teoria, poderemos mais praticamente "acudir" (parecendo mesmo ter chegado o momento de estarmos "condenados" a encará-los), quanto aos segundos só a consciencialização generalizada em torno da sua existência poderá começar a dar frutos, o que, por ora, não parece estar a acontecer.

É este o momento propício à reflexão. Estamos em plena fase de candidatura para o Ensino Superior, e muitos dos que pretendem ingressar neste não possuem, infelizmente, grandes perspectivas quanto ao início da sua vida profissional. Importa agir. Importa mudar.

domingo, 8 de julho de 2007

Mortal Kombat: Ministra vs. 12º-generation




Saudação às populações.

Avisa-se que este blog passou ter, oficialmente, uma nova “postadora” (individuo feminino que elaborara um post). Sim, a verdade custa, mas é esta...após umas breves centenas de dias a ler as “tretas” do nosso excelso Ricardo, e com muita tristeza (como não podia deixar de ser), surge entre a multidão uma criatura revoltada por ler textos sobre o sexo das minhocas e determinada a dar um novo rumo a este blog, rumo este que será relembrado na posteridade. Essa criatura brilhante é, surpreendentemente, eu. Não quero, contudo, que deixem e apreciar a arte de engonhanco do autor do blog, arte essa que me cativou...


Revelo agora a minha verdadeira intenção ao escrever este texto: insurgir-me e alertar as populações vizinhas, ou não, para os resultados dos exames nacionais do ensino secundário. A realidade chocante é que os alunos sujeitos ao decreto-lei nº 74/2004, (opá, nomeadamente nós...actuais alunos do 12º ano) estamos a ser as vítimas do genocídio escolar mais escandaloso após o Holocausto, salvo seja... Não entendo o que terá levado a Ministra da Educação a achar que os alunos sujeitos à reforma têm cara de cobaias para as suas experiências maquiavélicas. Primeiro, vimo-nos sujeitos a frequentar disciplinas que antigamente não existiam e para as quais as docentes não estavam preparadas, razão provável pela qual se teram visto tão aflitas a terminar o programa. Como se a situação não fosse suficiente má, os exames referentes a estas disciplinas revelaram-se extremamente incoerentes e nada parecidos com o que até então se esperava que saísse. Não é de estranhar que face a esta situação o surto de ataques cardíacos, hiperventilação, estado de choque, pânico e ,diria mesmo, auto-mutilação em jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos tenha aumentado a partir do dia 19 de Junho do presente ano e se tenha intensificado muito mais neste passado dia 6 de Julho. E depois vai-se a ver e as únicas notas que se situam nos limites do razoável e do “carago que sorte que eu tive” são as notas dos alunos do 11º ano. Estes alunos representam como uma estripe de vírus que desenvolveu uma imunidade à sacanice educacional que se vive no nosso país. E bolas, lá me lembrei outra vez do labrego do Darwin (com licença, vou bater uma vez mais com a cabeça na parede...). No meio de tantos assuntos relacionados com a saúde dos jovens portugueses é bom não lembrar no buraco que o nosso sistema de saúde se encontra, antes que a taxa de mortalidade suba e as agências funerárias encham os bolsos.


Assim me despeço dos poucos que tiveram a coragem e a loucura de ler o texto até ao fim, desejando sorte para a entrada nas faculdades, etapa esta que se avizinha. Um bem haje especial ainda aqueles que comigo se revoltam, também, com o facto da disciplina de Educação Física contar na média destes pobres coitados que somos nós, facto que nunca aconteceu na história do ensino português e que pelos vistos não voltará a acontecer mais. Espero do fundo do meu coração que a Ministra da Educação seja banida do cargo, para deste modo podermos dar-lhe um arraial de porrada tão grande que nunca mais saiba distinguir a teoria evolucionista de Darwin e a de Lamarck, se é que de facto não se vai a ver e afinal também se formou na Universidade Independente...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

The Return...

Sei que provavelmente este blog já caiu no esquecimento mas eu nao podia deixar de voltar aqui, mesmo depois do ultimo post ser mais antigo que o tempo. Pois bem, não há melhor razão para me trazer aqui novamente que um acontecimento que terá lugar amanhã e que mudará certamente a minha vida, bem como a de milhares de outros estudantes por esse país fora. Sim, estou a falar das notas dos exames!
A verdade é que ultimamente nao tenho perdido o sono por causa disto, mas tenho sido constantemente contagiado por imensas almas atormento-preocupadas que não conseguem falar de outra coisa. Influencias...
Espero amanha poder vir aqui com boas noticias para mim e para o maior numero de pessoas possivel. Até lá resta esperar... E desesperar também... Stay cool!