
Meditei bastante se havia ou não de vos falar aqui, neste espaço opinativo, do Mundial que neste momento decorre em solo germânico. Até porque não faltam órgãos de informação que se encarregam de o fazer, de uma forma bem mais eficaz que esta...Mas como tudo isto são coisas sem importância, resolvi vir aqui até ao blogger.
O primeiro jogo desta competição para a selecção portuguesa foi frente à selecção de Angola. Desde o Mundial de 66 (em que tínhamos jogado e vencido o Brasil), que não nos víamos num jogo tão mediático. Um confronto entre duas nações unidas pela mesma língua, onde os laços de amizade são praticamente inevitáveis. Havia, no entanto, uma questão que preocupada algumas pessoas. Há uns anos atrás, decorreu um jogo no Estádio de Alvalade entre Portugal e Angola, onde Angola perdeu por ter demasiados jogadores expulsos. Seria esta a imagem de marca dos Palancas Negras neste Mundial? Rapidamente viríamos a verificar que não...
O jogo começa com uma oportunidade desperdiçada por Pauleta aos 13 segundos. Seria o golo mais rápido da história dos Mundiais, superando o feito da Inglaterra frente ao Paraguai, ha uns dias atrás...Facilmente se adivinhou que Portugal marcaria cedo. Derivado a essa entrada fulgurante, Figo tem uma arrancada fantástica e deixa Jamba nas covas, cruzando com inteligência para a concretização eficaz do Ciclone dos Açores. Não se podia pedir um início melhor!
Com um início tão forte, era de prever que Portugal tivesse um jogo fácil, com uma vantagem confortável. Foi sol de pouca dura, Portugal apenas intensificou a pressão sobre os angolanos nos primeiros 20/25 minutos e depois disso deu-se um estranho abrandamento. Angola ficou mais atrevida e aventurou-se no ataque ao longo de todo o jogo. Portugal nao criava situações de golo iminente. Cheguei a temer pela nossa vitória neste jogo aparentemente tão fácil!
Lá ganhamos...Era o mais importante, e foi conseguido! Venha o Irão...Mas temos de melhorar, e muito. Se é certo que a ausência de Deco se notou, a falta de fluidez de jogo a partir de um certo momento tornou-se insuportável. E se queremos chegar longe neste Mundial não podemos jogar assim...Queremos mais, muito mais!